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Levantamento mostra perfil de alunos da UFABC

Publicado: Quarta, 16 de Abril de 2008, 15h27

A Universidade Federal do ABC terminou o levantamento comparativo do perfil dos candidatos inscritos com o dos aprovados no vestibular 2006/2007. Os dados foram coletados por meio da ficha de inscrição no período maio/junho deste ano. Fatores como renda familiar, período de estudo, origem escolar e realização de cursos preparatórios se apresentam como relevantes no desempenho dos alunos. As considerações a seguir levam em conta dados absolutos de inscritos e aprovados - inclui a aplicação de cotas.

O levantamento confirma a predominância do público jovem no processo vestibular. Mais da metade dos aprovados na UFABC (54%) tem até 19 anos, enquanto 16% têm acima de 25 – esse público “mais velho” correspondia a 33% do total de inscritos.

O índice de aproveitamento dos candidatos aumenta nas faixas que apresentam melhores condições financeiras. Enquanto 33,6 % dos inscritos com renda familiar entre R$ 5 mil e R$ 10 mil conquistaram a aprovação, apenas 3,7% daqueles que vivem em famílias que recebem até R$ 500,00 obtiveram o mesmo êxito.

Uma proporção similar ocorre quando os índices de aproveitamento entre os que fizeram ou não cursos preparatórios são comparados. Entre os que participaram do vestibular sem contar com o reforço extra dos chamados “cursinhos”, o índice de aprovação foi de 6,4%, enquanto metade (49,4 %) dos inscritos com pelo menos dois anos de preparação pré-vestibular foi aprovada.

Período de estudo

No primeiro vestibular da UFABC, um estudante que cursou o ensino médio em escola particular teve 2,7 vezes mais chance de ser aprovado, já que 21% desse segmento conseguiu uma vaga, ante o índice de 8,3%, apresentado por concorrentes oriundos do ensino público. O sistema de cotas permitiu a aprovação de 158 alunos de escolas públicas a mais. Sem a adoção dessa política de acesso, o aproveitamento dos que estudaram na rede pública cairia para 6,6% e o de quem fez o ensino privado alcançaria 25,4%.

A diferença entre o desempenho dos candidatos que trabalham em período integral e os que têm jornada parcial ou não trabalham é praticamente o dobro - o aproveitamento dos primeiros foi de 7,1% e o do segundo grupo foi de 15,2%. A importância da disponibilidade de maior tempo para estudo também pode ser constatada na discrepância dos índices de aprovação entre os estudantes que vinham estudando em período integral (26,4%), de manhã ou à tarde (16,3%) e à noite (4,8%).

Entre os inscritos, a principal fonte de informação declarada foi a Televisão (57%), mas desse grupo, apenas 8,6 % conseguiu alcançar uma das vagas. O melhor desempenho foi obtido pelos que apontaram a leitura de revistas como fonte mais comum. A aprovação desses candidatos foi de 25,3%. Um dado curioso foi que o segundo melhor aproveitamento (21,4%) ocorreu entre os que declararam não se manter informados.

Dados completos

Assessoria de Comunicação e Imprensa
UFABC

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