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UFABC lança Mestrado Acadêmico para Inovação em seminário do DAI

Publicado: Terça, 30 de Julho de 2019, 16h24

A Universidade Federal do ABC (UFABC) lançou o Mestrado Acadêmico para Inovação (MAI) durante solenidade que contou com a presença do Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), professor João Luiz Filgueiras de Azevedo, e do secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal do ABC,  engenheiro Edgard Brandão Junior. O evento, ocorrido na manhã da segunda-feira, 29 de julho, fez parte do Seminário Anual do Doutorado Acadêmico Industrial (DAI), coordenado pelo professor Demétrio Jackson dos Santos, que passa a assumir também a coordenação do MAI, ao lado do professor Renato Altobelli Antunes, vice-coordenador do novo curso.

Na oportunidade, o reitor Dácio Matheus ressaltou a importância da pesquisa aplicada já desenvolvida pelo DAI e lembrou o histórico de sua concepção. Aprovada pelo então presidente do CNPq, Glaucius Oliva, em 2013, na sequência de entendimentos com o ex-reitor Helio Waldman, a ideia do novo doutorado foi elaborada a partir de um diálogo entre Glaucuis e o professor Klaus Capelle, em 2011, na época pró-reitor de Pesquisa, e que se tornaria posteriormente reitor da UFABC.

Desde então, o DAI tem obtido grande sucesso e se inserido nas estratégias de desenvolvimento da região, com frutos para empresas de diversos setores. Inicialmente, envolveu grandes empresas, expandindo sua atuação com a incorporação de outras, de porte médio e pequeno, no escopo de sua atuação. Segundo Dácio Matheus, a continuidade de políticas públicas é fundamental para esse processo. Wagner Carvalho, vice-reitor e um dos primeiros coordenadores do DAI, lembrou que as bases da proposta do novo mestrado têm suas raízes no doutorado e agora se expandem dadas as possibilidades de interação com o setor privado na região do ABC e em todo o país.

O presidente do CNPq saudou a iniciativa e lembrou o pioneirismo da UFABC nessa modalidade de pós-graduação, a qual foi posteriormente seguida pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e pelo próprio Conselho. O sucesso do DAI, dentre outros fatores, permitiu ao CNPq lançar, em 2018, edital para o Programa Doutorado Acadêmico para Inovação, com vistas a fortalecer o empreendedorismo e a inovação nas Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), por meio do envolvimento de estudantes de doutorado em projetos de interesse do setor empresarial. A parceria com empresas, conforme ressaltou João Luiz Filgueiras de Azevedo, merece mais atenção das instituições públicas. Azevedo é Pesquisador Titular (A-III) do Departamento de Ciência e Tecnologia  Aeroespacial (DCTA), no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), e Professor Colaborador do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

O tema da relação com empresas na perspectiva do desenvolvimento regional foi abordado pelo engenheiro Edgard Brandão Junior, secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal Grande ABC. Ele lembrou que o consórcio esteve presente nas discussões iniciais para a criação da UFABC e que hoje dialoga com as iniciativas de implantação de um polo de tecnologia para a área de Ferramentaria, como parte de uma estratégia de modernização da indústria, considerada por ele fundamental para o desenvolvimento da região.

Nesse sentido, segundo afirmou o professor Demétrio dos Santos, já existem cerca de 40 empresas credenciadas ao DAI, no qual estão cadastrados mais de 70 professores da Universidade, tendo sido formados oito doutores. Desde 2013, o DAI recebeu duas quotas de 20 bolsas cada, concedidas pelo CNPq, além de benefícios propiciados pelo setor privado, como a complementação do valor de bolsas e a doação de equipamentos.

Santos apontou que, por ser  um Mestrado Acadêmico para Inovação (MAI), ele nasce do DAI, mas possui foco ampliado para outros temas e áreas de atuação da iniciativa privada. Com o MAI, espera-se abrir a Universidade para novos setores, disse o pró-reitor de Pós-Graduação da UFABC, Charles Morphy, que lembrou o caráter fundamental da relação entre a produção de conhecimento e os setores produtivos, por meio da inovação, elementos constituintes, tanto do doutorado já existente, como do mestrado que agora se instala. O MAI prevê a concessão de 10 bolsas de mestrado e 20 de iniciação tecnológica, números bastante animadores em um momento no qual o orçamento público federal enfrenta restrições. Os diretores da Universidade manifestaram seu agradecimento pelo reconhecimento e apoio do CNPq, e a certeza do sucesso da iniciativa do MAI sob condução dos professores Demétrio e Renato.

Convidado para o evento, o professor alemão Wulff Possart, do Department of Materials Science and Materials Engineering, da Universität des Saarlandes, ministrou, durante o evento, a palestra intitulada “Interação entre Universidade e Indústria na Alemanha”. De fato, a competitividade internacional daquele país é notável graças ao investimento do estado e do setor empresarial em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). O estado alemão investe cerca de 3% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em PD&I, o que representou em 2018 o valor de 99,3 bilhões de Euros. Aproximadamente duas terças partes deste valor são alocados para pesquisas desenvolvidas diretamente pela indústria alemã; a terça parte restante, cerca de 33,1 bilhões de Euros são gastos pelo governo federal e pelos 16 estados do país, e inclui os dispêndios em pesquisa de todos os órgãos públicos.

O professor Possart destacou ainda que o Ministério Federal de Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF), que recebe solicitações de pequisa acadêmica, possui orçamento anual de 10 bilhões de Euros, dos quais aproximadamente 40% são destinados ao financiamento de PD&I ligada ao setor industrial. Uma segunda rota envolve pesquisas desenvolvidas pelo setor industrial e é financiada por outro órgão público, o Ministério Federal de Assuntos Econômicos e Energia (BMWi). Em 2018, essa linha de financiamento aplicou 474 milhões de Euros, com foco no desenvolvimento de empresas de porte médio e pequeno. Nos dois casos, são formados consórcios para acompanhamento da pesquisa. Além desses dois caminhos, há pesquisas desenvolvidas por associações que representam alguns milhares de setores empresariais, como as dos setores de química, de biotecnologia e de aplicações do aço, que se unem sob a designação de Fundação Alemã de Associações de Pesquisa.

O Seminário Anual do Doutorado Acadêmico Industrial foi realizado durante toda a segunda-feira, contando, no período da tarde, com a apresentação de trabalhos dos bolsistas do DAI.

Assessoria de Comunicação e Imprensa

 

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