Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Notícias > UFABC participa de missão para formar constelação de pequenos satélites
Início do conteúdo da página

UFABC participa de missão para formar constelação de pequenos satélites

Publicado: Segunda, 10 de Junho de 2019, 17h05

Pesquisadores da Universidade integrarão consórcio internacional para lançamento de pequenos satélites de observação que voarão em modo de constelação (Telematic International Mission - TIM). A princípio, a UFABC contribuirá com o desenvolvimento de sistemas do equipamento brasileiro, denominado SDATF, que deverá ser testado em voo a bordo do CubeSat NanosatC-BR2 (INPE) ainda em 2019. O trabalho terá como base a experiência obtida em projeto de um sistema de determinação de atitude (orientação espacial), realizado em cooperação com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Professores e alunos da UFABC terão a oportunidade de participar e acompanhar as várias etapas do projeto, como design de missão, desenvolvimento de subsistemas e respectivos testes e integração. Há perspectiva de intercâmbio internacional entre os estudantes e cientistas envolvidos no trabalho. O professor Luiz Martins Filho coordenará a participação da Universidade no consórcio, que deve envolver outros professores da área de satélites do grupo de Engenharia Aeroespacial.

Os objetivos da TIM, além do desafio tecnológico de compor uma constelação de satélites e realizar voo em formação (formation flying), relacionam-se com a captura de imagens com diferentes ângulos de visada para formação de modelos 3D em alta qualidade da superfície terrestre e de nuvens. Dados desse tipo são especialmente úteis à meteorologia e ao monitoramento de áreas de agricultura e ambientes naturais.

Em matéria publicada pela Agência Fapesp, o líder internacional da missão, professor Klaus Schilling do Zentrum Für Telematik (Alemanha), explicou que a maior vantagem dos pico e nanossatélites é a menor latência, por orbitarem em altitudes mais baixas. Segundo ele, essa característica permite um fluxo de dados em tempo real, ao contrário do que ocorre com os equipamentos geoestacionários. Além disso, outra vantagem é o menor custo de lançamento em função da massa reduzida dessa categoria de satélites — geralmente não ultrapassam o tamanho de uma caixa de sapatos.

No Brasil, o projeto deve contar com financiamento principal da FAPESP e com recursos de programas internacionais. Sob a coordenação nacional de Geilson Loureiro, chefe do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, a construção do equipamento contará com participação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e de empresas privadas do setor aeroespacial e de telecomunicações. Além dos participantes do Brasil e da Alemanha, integram o projeto instituições da China, Canadá, África do Sul e Áustria.

Mais informações em inglês estão disponíveis no portal da missão.

Assessoria de Comunicação e Imprensa

Registrado em: Notícias
Fim do conteúdo da página