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Docente da UFABC participa da maior pesquisa internacional sobre neutrinos da atualidade

No dia 1º de junho foi realizado, na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o workshop DUNE (The Deep Underground Neutrino Experiment, ou experimento subterrâneo profundo de neutrinos), com a participação de cientistas de países como Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Paraguai e Colômbia. O tema do evento foi o programa de pesquisa internacional homônimo, cujo objetivo é a construção do mais sensível detector de neutrinos já idealizado, desenvolvido no Fermilab, laboratório especializado em física de partículas do Departamento de Energia dos Estados Unidos, situado em Chicago.

No Brasil, o projeto é apoiado pela FAPESP, sob a coordenação da Profa. Dra. Ana Amélia Machado (UFABC) e do Prof. Dr. Ettore Segreto (Unicamp), organizadores do workshop. Ambos lideram o grupo de cientistas brasileiros atuantes no experimento, que tem se dedicado ao desenvolvimento de um sensor denominado Arapuca, cujo intuito é detectar neutrinos por meio de cintilação (emissão de sinais luminosos), fruto de sua colisão com outras partículas atômicas. Os neutrinos são as partículas subatômicas mais abundantes que existem – e também as mais difíceis de detectar. A maior compreensão acerca de seu comportamento poderia contribuir para elucidar, por exemplo, porque o universo é constituído por matéria. A meta do DUNE é realizar descobertas inovadoras a respeito da origem e estabilidade da matéria nuclear (decaimento do próton), bem como da dinâmica da explosão de uma supernova.

Na UFABC, a Central Experimental Multiusuário tem sediado o trabalho de pesquisadores envolvidos no projeto do sensor Arapuca, especificamente na produção de sua janela de aceptância. De acordo com a professora Ana Amélia, “estamos não apenas realizando pesquisa e desenvolvimento, mas também nos dedicando à formação de novos profissionais com características multidisciplinares: temos estudantes de física, engenharias mecânica, eletrônica e computacional e técnicos trabalhando nesse projeto. Além disso, o Projeto Arapuca Brasil está se internacionalizando, com universidades latino-americanas, do Reino Unido e da França. Para mim, é um orgulho poder contar com o apoio da UFABC e aproveitar da excelente infraestrutura e de pessoal”.

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Mais informações 
Agência FAPESP: 
∙ A participação brasileira na maior pesquisa de neutrinos da atualidade 
∙ Detector de neutrinos é tema de workshop na FAPESP 

Folha de S.Paulo: 
∙ Brasil projeta 'arapuca' para detectar neutrinos 

Assessoria de Comunicação e Imprensa da UFABC

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