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A UFABC no RUF

Publicado: Sexta, 20 de Setembro de 2013, 09h16

A edição 2013 do Ranking Universitário Folha (RUF) coloca a UFABC em 61º lugar entre as 192 Universidades brasileiras, com nota 54,05 em 100. O ranking é baseado em cinco quesitos: Ensino, valendo 32 pontos; Pesquisa, valendo 40 pontos; Mercado, 18 pontos; Inovação, 4 pontos; e Internacionalização, 6 pontos.

No quesito Ensino, a UFRGS ficou em primeiro lugar, estando em quarto lugar no cômputo geral. Nos quesitos Pesquisa, Mercado e Inovação, os primeiros lugares couberam à USP, que também ocupa o primeiro lugar no cômputo geral. Finalmente, no quesito Internacionalização, o primeiro lugar coube à UFABC, que é 61ª no cômputo geral.

A UFABC ficou em 79º lugar no quesito Ensino, 21º em Pesquisa, 155º em Inserção no Mercado, 85º em Inovação, e 1º em Internacionalização. Das três Universidades que ficaram em primeiro lugar em algum quesito, a UFABC é a única que se saiu mal em outros quesitos de maior peso, resultando em colocação pouco favorável no cômputo geral. Assim sendo, parece-nos importante focar os quesitos que derrubaram o conceito geral da UFABC, seja para discutir estratégias de correção de rumos se for o caso, seja para questionar a avaliação em si mesma quando cabível.

Nossa posição pouco favorável no quesito Ensino surpreende porque contrasta fortemente com a excelente avaliação obtida pela UFABC no Índice Geral de Cursos (IGC): de todas as IES brasileiras que fizeram o último ENADE, a UFABC é uma das 27 que obtiveram a nota máxima! A discrepância, porém, se explica pelo pouco valor atribuído pelo RUF à avaliação do governo federal: apenas 2 pontos em 32. Outros dois componentes da nota de Ensino com pequeno valor no cômputo geral, nos quais também devemos estar bem, são: o percentual de professores com dedicação integral (4 pontos), onde alcançamos os 100%; e o percentual de professores com doutorado (igualmente 4 pontos dos 32 do quesito), onde também alcançamos os 100%. Conclui-se que nosso mau desempenho em Ensino tem origem no único outro componente, que vale os 22 pontos remanescentes: é a pesquisa do Datafolha com uma amostra de 464 professores universitários cadastrados pelo Inep-MEC que fazem avaliações dos cursos de graduação. Trata-se do único componente subjetivo, baseado numa pesquisa de opinião. Assim sendo, lamentamos que seu peso chegue a quase 70% do peso total do quesito Ensino.

No item Mercado, que vale 18 pontos em 100, a nota se baseia exclusivamente numa pesquisa Datafolha com uma amostra de 1.681 responsáveis pela área de RH das empresas. Aqui, a UFABC é muito prejudicada pela sua pequena presença no mercado de trabalho, decorrente de sua pouca idade (7 anos desde a primeira aula). Mais razoável seria excluir desse item Universidades que ainda não tenham formado dez mil alunos, por exemplo, para que os profissionais de RH adquirissem pelo menos alguma familiaridade com o perfil dos seus formandos, ou, melhor ainda, para que a inserção dos ex-alunos no mercado fosse medida com dados objetivos em volume significativo.

Em resumo, os itens em que a UFABC se saiu bem (Internacionalização e Pesquisa) são aqueles cuja avaliação se baseou em dados objetivos. Nos quesitos Ensino e Mercado, nossa colocação foi muito prejudicada por pesquisas de opinião, indicando que ainda não construímos uma reputação comparável à de instituições tradicionais. Ao basear a avaliação de alguns quesitos em medidas de reputação, porém, o ranking se limita a corroborar as reputações já formadas, gerando um círculo que corre o risco de ser vicioso.

Esta discussão sugere dois encaminhamentos:

a) ao RUF, reduzir o valor relativo de pesquisas de opinião, evitando que elas sejam o fator dominante na avaliação de um quesito;

b) à UFABC, acelerar e intensificar a construção da reputação e imagem. Para este fim, a colaboração da grande imprensa poderia ser de grande serventia.


Helio Waldman


No quesito Ensino, a UFRGS ficou em primeiro lugar, estando em quarto lugar no cômputo geral. Nos quesitos Pesquisa, Mercado e Inovação, os primeiros lugares couberam à USP, que também ocupa o primeiro lugar no cômputo geral. Finalmente, no quesito Internacionalização, o primeiro lugar coube à UFABC, que é 61ª no cômputo geral.

A UFABC ficou em 79º lugar no quesito Ensino, 21º em Pesquisa, 155º em Inserção no Mercado, 85º em Inovação, e 1º em Internacionalização. Das três Universidades que ficaram em primeiro lugar em algum quesito, a UFABC é a única que se saiu mal em outros quesitos de maior peso, resultando em colocação pouco favorável no cômputo geral. Assim sendo, parece-nos importante focar os quesitos que derrubaram o conceito geral da UFABC, seja para discutir estratégias de correção de rumos se for o caso, seja para questionar a avaliação em si mesma quando cabível.

Nossa posição pouco favorável no quesito Ensino surpreende porque contrasta fortemente com a excelente avaliação obtida pela UFABC no Índice Geral de Cursos (IGC): de todas as IES brasileiras que fizeram o último ENADE, a UFABC é uma das 27 que obtiveram a nota máxima! A discrepância, porém, se explica pelo pouco valor atribuído pelo RUF à avaliação do governo federal: apenas 2 pontos em 32. Outros dois componentes da nota de Ensino com pequeno valor no cômputo geral, nos quais também devemos estar bem, são: o percentual de professores com dedicação integral (4 pontos), onde alcançamos os 100%; e o percentual de professores com doutorado (igualmente 4 pontos dos 32 do quesito), onde também alcançamos os 100%. Conclui-se que nosso mau desempenho em Ensino tem origem no único outro componente, que vale os 22 pontos remanescentes: é a pesquisa do Datafolha com uma amostra de 464 professores universitários cadastrados pelo Inep-MEC que fazem avaliações dos cursos de graduação. Trata-se do único componente subjetivo, baseado numa pesquisa de opinião. Assim sendo, lamentamos que seu peso chegue a quase 70% do peso total do quesito Ensino.

No item Mercado, que vale 18 pontos em 100, a nota se baseia exclusivamente numa pesquisa Datafolha com uma amostra de 1.681 responsáveis pela área de RH das empresas. Aqui, a UFABC é muito prejudicada pela sua pequena presença no mercado de trabalho, decorrente de sua pouca idade (7 anos desde a primeira aula). Mais razoável seria excluir desse item Universidades que ainda não tenham formado dez mil alunos, por exemplo, para que os profissionais de RH adquirissem pelo menos alguma familiaridade com o perfil dos seus formandos, ou, melhor ainda, para que a inserção dos ex-alunos no mercado fosse medida com dados objetivos em volume significativo.

Em resumo, os itens em que a UFABC se saiu bem (Internacionalização e Pesquisa) são aqueles cuja avaliação se baseou em dados objetivos. Nos quesitos Ensino e Mercado, nossa colocação foi muito prejudicada por pesquisas de opinião, indicando que ainda não construímos uma reputação comparável à de instituições tradicionais. Ao basear a avaliação de alguns quesitos em medidas de reputação, porém, o ranking se limita a corroborar as reputações já formadas, gerando um círculo que corre o risco de ser vicioso.

Esta discussão sugere dois encaminhamentos:

a) ao RUF, reduzir o valor relativo de pesquisas de opinião, evitando que elas sejam o fator dominante na avaliação de um quesito;

b) à UFABC, acelerar e intensificar a construção da reputação e imagem. Para este fim, a colaboração da grande imprensa poderia ser de grande serventia.


Helio Waldman
20/09/2013






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