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Pandemia reforça importância das políticas de gestão e do investimento em estrutura científica e tecnologias

Publicado: Terça, 15 de Setembro de 2020, 17h54

O impacto da pandemia em universidades da área de saúde, o quadro de espalhamento do novo coronavírus no Brasil e as estratégias de monitoramento da Covid-19 dominaram a sessão "Enquanto a vacina não vem: aspectos epidemiológicos e de monitoramento da pandemia (26/8)". O encontro contou com participação dos docentes da UFABC Vitor Marchetti (mediador) e Fernanda Almeida, além dos professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Arthur Chioro e Soraya Smaili, respectivamente ex-ministro da Saúde e reitora daquela instituição.

Dados da Unifesp, que tem mais da metade de seus cursos voltados ao setor de Saúde, mostraram o quanto o contexto pandêmico afetou as atividades da instituição, seja no registro de projetos científicos, ações e investimentos para suprir gastos com a ampliação de leitos e com materiais de consumo dos hospitais vinculados. A instituição, umas das mais tradicionais em cursos de medicina no Brasil, recebeu doações que chegaram a quase R$ 12 milhões em dinheiro e R$ 9,7 milhões em materiais. Sobre o desenvolvimento da vacina, a posição tem sido a de cooperação e busca por resultados que beneficiem a população no menor prazo possível com segurança e eficácia.

Durante a avaliação do contexto epidemiológico, houve a lembrança de que o país optou por não praticar a testagem em ocorrências suspeitas e em presumíveis casos assintomáticos. Isso levou à subnotificação e consequente imprecisão do quadro real da expansão da Covid-19 – enquanto dados oficiais indicavam cerca de quatro milhões de infectados, estudos apontam que o número real estaria entre 18 e 20 milhões. A própria curva gráfica de evolução da doença e de óbitos no Brasil seria um indicador da falha na gestão das ações governamentais, pois, no lugar de indicar ascensão até um pico e posterior queda, ficou estabilizada em patamar elevado, ou seja, semelhante ao resultado de nações em que governantes teriam desdenhado da crise.

Outro problema apontado na gestão de controle da pandemia refere-se às dificuldades para acesso a informações sanitárias, fator considerado crucial na tomada de decisões e definição de políticas mais inteligentes de saúde. Trata-se de uma base que serviria a tecnologias de monitoramento, intercâmbio e combinação de dados, com potencial para coordenar ações, especialmente focadas em populações em maior situação de vulnerabilidade social. Essa abordagem exigiria um modelo de governança comprometido em constituir equipes dedicadas com gestão multissetorial e infraestrutura que tornasse viável sistemas integrados de teleconsultas, prontuários digitais, além do suporte de leis regulamentares.

Acompanhe o vídeo com a íntegra da sessão:

 

Assessoria de Comunicação e Imprensa

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