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Grupo de pesquisa divulga inventário de emissões de gases de efeito estufa da UFABC

Publicado: Quarta, 03 de Dezembro de 2025, 17h00

Relatório mapeia emissões geradas em atividades institucionais, e pode subsidiar decisões em prol da sustentabilidade 

Um grupo de pesquisa da UFABC, coordenado pela professora Maria Cleofé Valverde Brambila, acaba de divulgar o “Inventário de emissões de gases de efeito estufa na UFABC e estratégias de mitigação”, referente ao ano de 2024. 

Trata-se de um relatório técnico, produzido a partir de um projeto de desenvolvimento científico e tecnológico registrado junto à Pró-Reitoria de Pesquisa. O grupo inclui professores, técnicos administrativos, alunos de graduação e de pós-graduação, e contou com a colaboração e com dados de diversas áreas, como Prefeitura Universitária, Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Políticas Afirmativas e Superintendência de Gestão de Pessoas.

A iniciativa é parte da agenda institucional de sustentabilidade da UFABC e, segundo os responsáveis, pretende inserir a Universidade no debate sobre a gestão estratégica da emissão de gases de efeito estufa (GEE). 

O objetivo principal do inventário é mapear os níveis e as fontes de emissão de GEE da UFABC, geradas no exercício das atividades institucionais. 

Esta é a segunda edição do inventário; a primeira é de 2024, com dados do ano anterior (2023). A meta é realizá-lo anualmente e, a partir dos resultados, propor estratégias mais sustentáveis e de mitigação das emissões decorrentes das atividades da Universidade.

A íntegra do documento está disponível nesta página.

Conheça mais a respeito do projeto: 

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Contribuição da UFABC para a descarbonização e o combate à emergência climática: inventário de emissões de gases de efeito estufa no escopo institucional* 

O papel das universidades no desenvolvimento de ações que contribuam para a descarbonização de processos diversos, no contexto das mudanças climáticas, tem sido destaque. Como centros de conhecimento, inovação e liderança, contribuem para o avanço de soluções para os problemas ambientais e climáticos, por meio de pesquisa, educação e práticas institucionais de sustentabilidade. 

Nesse cenário, foi criado em 2023 um grupo de pesquisa e inovação intitulado “Inventário de emissões de gases de efeito estufa na UFABC e estratégias de mitigação”, sob liderança da professora María Cleofé Valverde Brambila, do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas. Formado por professores, técnicos administrativos, discentes de graduação e de pós-graduação, o objetivo principal do grupo foi mapear as fontes de emissões de GEE e elaborar um inventário da UFABC, permitindo conhecer o nível das emissões e suas principais fontes, provocadas no exercício das atividades institucionais. 

Ao longo de dois anos, a partir de interações dialógicas e interdisciplinares com diferentes setores da Universidade, foram desenvolvidos dois relatórios técnicos, correspondentes ao ano base de 2023 (divulgado em 2024) e de 2024, recentemente disponibilizado neste endereço eletrônico. Nos documentos, é possível verificar as principais categorias de emissões da UFABC, bem como as fontes atreladas, de modo a compreender as atividades que mais impactam na quantificação de GEE. 

O cálculo das emissões realizado no inventário foi a partir do método de quantificação de emissões GHG Protocol, compatível com a série da norma ISO 14064 e as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática. No contexto brasileiro, o método pode ser aplicado a partir de ferramenta eletrônica disponibilizada pelo Programa Brasileiro GHG Protocol, que abrange três escopos para o cálculo de emissões diretas e indiretas, fósseis e biogênicas, apresentadas em toneladas de CO₂ equivalente (t CO₂e).

Considerando as fontes mapeadas no último relatório (2025, ano de 2024), verifica-se que as emissões fósseis derivadas de resíduos gerados na operação (escopo 3) foram as mais significativas, especificamente as que correspondem à fonte dos resíduos aterrados, representando 25,9% (598,8 t CO₂e) do total de emissões mapeadas (isto é, 2307,6 t CO₂e).

Na sequência, as categorias de emissões fugitivas (escopo 1) e de transporte e distribuição downstream (escopo 3) tiveram os maiores percentuais de participação nas emissões fósseis de GEE, sendo 549,2 t CO₂e relacionados à recarga de ar-condicionado (isto é, 23,8%), e 411,2 t CO₂e ao transporte de ônibus interunidades (17,8%). No escopo 2, a energia elétrica utilizada para manter as atividades nos dois campi da UFABC, incluindo a Unidade Tamanduatehy, foi responsável por 16,1% das emissões (370,9 t CO₂e). Fontes associadas à combustão estacionária, incluindo geradores, fornos/refeitórios e laboratórios didáticos, somaram 153,1 t CO₂e. 

Diante da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), sediada na cidade de Belém, no Pará, é notório destacar a importância de inventários de emissões de GEE para a tomada de decisões técnicas, frente à emergência climática. Logo, a busca por soluções estratégicas para a redução das emissões fósseis, seja no âmbito nacional, regional ou local, deve considerar resultados baseados em métodos científicos, os quais podem auxiliar na prospecção de ações de descarbonização aplicadas em setores distintos da sociedade, incluindo empresas, universidades e centros de pesquisa.

Portanto, o inventário de emissões de GEE da UFABC pode contribuir com a educação, a responsabilidade ambiental e a adequação de processos, além de estabelecer um diálogo permanente com as políticas institucionais da Universidade, notadamente o Plano de Desenvolvimento Institucional.

* Maria Cleofé Valverde Brambila e Rodolfo Sbrolini Tiburcio (docentes da UFABC).

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Assessoria de Comunicação e Imprensa
Universidade Federal do ABC

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