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Longe de casa: Grupo de pesquisa da Universidade lança livro sobre migrantes e refugiados no século 21

Publicado: Quinta, 18 de Junho de 2026, 11h52

Lançamento de livro marca a celebração do dia mundial do refugiado, comemorado no dia 20 de junho.  A obra “Migrações transnacionais de refugiados e outros migrantes: conceitos e experiências”, do grupo de estudos e pesquisa MIGREF, da Universidade Federal do ABC (UFABC), joga luz sobre a complexidade dos deslocamentos humanos no século 21.

Organizado pelas professoras Julia Bertino Moreira e Marilda Aparecida de Menezes e  financiado pelo CNPq, o livro “desafia binarismos tradicionais e traz uma abordagem estritamente interdisciplinar e interseccional, analisando como marcadores de gênero, raça, etnia e geração atravessam as vivências de quem migra”. 

Os textos desfilam ideias que aliam conceitos de Relações Internacionais, Ciência Política, Sociologia, Antropologia, Demografia e Direito, colocando em xeque contraposições simplistas entre migração forçada e voluntária.

As três partes que estruturam a obra trazem desde o desenraizamento forçado e a resistência ancestral de comunidades afrodescendentes e indígenas na Colômbia até os desafios contemporâneos da "infância migrante" desacompanhada e o uso de redes digitais no tráfico de pessoas. A integração local também ganha contornos críticos através do pensamento pós-colonial de Abdelmalek Sayad e de relatos de mulheres negras do Sul Global em São Paulo.

"Adotar a interseccionalidade não é um mero detalhe acadêmico, é uma necessidade empírica. As vivências de mulheres paraguaias ou de refugiados sírios em São Paulo nos mostram que processos como a integração local e a reconstrução de identidades através da memória e do silêncio são profundamente marcados pelo gênero e pela raça. Nosso objetivo é que essas pesquisas sirvam de base para o aprimoramento de políticas públicas reais no Brasil.", afirmou Marilda Menezes.

Os eventos de lançamento ocorrem nos dias 19 e 20 de junho, respectivamente, na Missão Paz, entre 14h e 16h, e no Museu da Imigração, entre 10h e 12h.  

  


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