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Workshop treina lideranças para lidar com situações referentes à saúde mental de servidores

Publicado: Quarta, 20 de Mai de 2026, 14h59

Iniciativa promove construção de equipes de trabalho mais atentas

 

A Divisão de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV) da Superintendência de Gestão de Pessoas (SUGEPE) organizou o workshop “Acolhimento e Escuta Ativa para Líderes” em 14 de abril e 6 de maio. O objetivo foi explicar e orientar as chefias sobre formas de apoiar servidores que sofrem com questões de saúde mental. Os responsáveis pela ação mostraram como identificar esses casos e assistí-los corretamente por meio da junção de embasamento teórico e exemplos do que pode ocorrer no cotidiano dos participantes, além de apresentar os recursos institucionais que podem ser acionados.

As reuniões foram ministradas pela enfermeira Joyce Silva dos Santos e a médica psiquiatra Agnes Meri Yasuda que, dentre os pontos principais abordaram a necessidade da discussão constante para tornar o ambiente de trabalho seguro e confortável para todos, incluindo o cuidado da própria saúde mental por parte dos líderes. Além da exploração direta do tema, as conversas trataram de tópicos introdutórios, como a função do líder dentro de uma equipe, habilidades sociais úteis e as formas nas quais diferentes tipos de gestão podem afetar os subordinados. 

Para Joyce, a iniciativa parte do interesse em acolher quem experiencia sofrimento emocional. Segundo ela, “isso muitas vezes interfere na dinâmica de funcionamento das equipes, na organização do trabalho, e é importante que os chefes também estejam capacitados para reconhecer esse processo de adoecimento”. 

Agnes afirmou que, seguindo tendência no Brasil e no mundo, houve aumento nas demandas relacionadas com fatores psicológicos na DSQV, tornando a questão um desafio para todos. “A gente vai tentar treinar as lideranças para lidar melhor com essas questões e mostrar os fluxos que a gente tem dentro do nosso serviço” – esclarece a médica.

 

Envolvimento dos participantes

 

Durante o curso, foram apresentados cenários hipotéticos que ilustram sintomas de adoecimento mental e podem servir de alerta para as chefias da universidade, junto a diferentes alternativas de conduta. Cada líder podia escolher a opção que julgasse correta e iniciar discussões a partir disso, com o intuito de encontrar o modo mais adequado de prosseguir diante dos casos.

“Eu acho que o mais importante da atividade de hoje é sempre lembrar que somos nós, nas nossas ações diárias e individuais, que construímos a UFABC que a gente quer”, diz Roberta Kelly Amorim, chefe da Divisão Técnica da Biblioteca do Campus Santo André. Ela conta que aprendeu a diferença entre “ouvir” e “escutar" e ressalta a importância da escuta como um processo de reflexão pessoal, que permite construir relações de trabalho de forma mais empática e respeitosa.

Andrei Watanabe, chefe da Seção de Laboratórios Acadêmicos Secos - Elétrica, Eletrônica e Energia, afirmou que a ação trouxe esclarecimento para melhorar: “Teve muita comunicação entre outras chefias, entre outras vivências e exemplos práticos que ajudam no dia a dia.”

A interação entre os dirigentes e a DSQV se estende também ao fornecimento de instruções sobre o uso de mecanismos de apoio institucional e as situações nas quais esses recursos são indicados. A divisão é responsável, por exemplo, pela Avaliação de Equipe Multidisciplinar e a Avaliação da Capacidade Laborativa por Recomendação Superior, que auxiliam em demandas mais graves, não resolvidas por adaptações das funções do servidor.

 

Planos futuros

 

Segundo Diogo Rocha, superintendente de Gestão de Pessoas da UFABC, o workshop foi a primeira capacitação realizada pelo setor sobre esse tema. Trata-se de um marco inicial para uma reflexão maior sobre as ferramentas necessárias para lidar com saúde mental nas respectivas áreas da universidade. “A SUGEPE está sempre à disposição para orientar e colaborar, lembrando que as pessoas que estão mais próximas, que estão no setor, são as que têm o primeiro contato”, diz ele sobre a proposta do treinamento.

Ao final do segundo encontro, Joyce avaliou que o projeto bem sucedido e a participação dos líderes ajudou no surgimento de novas ideias. Ela cita a possibilidade de um preparo mais aprofundado sobre habilidades sociais e comunicação assertiva, que ajudam na gestão de equipes. “O nosso objetivo aqui é sempre garantir a saúde do nosso servidor e também o bom funcionamento de quem trabalha em conjunto.”

 

 

 
 
 
 
 
 

 


 Assessoria de Comunicação e Imprensa - UFABC / Superintendência de Gestão de Pessoas (SUGEPE)

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